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O AXÉ NÃO MORRE: LEGADO DE MÃE CÉLIA DE IEMANJÁ SE ERGUE EM FÉ E EMOÇÃO NA REABERTURA HISTÓRICA DO TU. OGUM DE RONDA

Em uma cerimônia marcada por lágrimas, reverência e força espiritual, a Zona Leste de São Paulo testemunhou a continuidade de um legado sagrado — onde a partida se transformou em missão, e o amor ao axé se tornou eternidade. Sob a condução de Pai Gustavo de Omulu, sucessor escolhido em vida, a casa renasce com dignidade, responsabilidade e o compromisso de manter viva uma das mais belas histórias de fé da Umbanda.

Por Omileji19 mar 2026 • 15:00
O AXÉ NÃO MORRE: LEGADO DE MÃE CÉLIA DE IEMANJÁ SE ERGUE EM FÉ E EMOÇÃO NA REABERTURA HISTÓRICA DO TU. OGUM DE RONDA
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Entre lágrimas e axé: a reabertura do TU. Ogum de Ronda marca a continuidade de um legado eterno na Zona Leste de São Paulo.

Neste mês de março, a Zona Leste de São Paulo foi palco de um momento que ficará eternizado na memória e no coração do povo de axé. Em meio à saudade, à emoção e à força espiritual, aconteceu a reabertura do TU. Ogum de Ronda e Baiano Zé do Coco, na Vila Nova Curuçá — casa fundada pela inesquecível Mãe Célia de Iemanjá (In Memoriam).

A cerimônia não foi apenas um rito religioso. Foi um ato de continuidade, de resistência e de amor ao sagrado. Um momento em que o passado e o presente se encontraram para afirmar que o axé não se encerra com a partida física — ele se transforma, se perpetua e segue vivo através daqueles que assumem a missão.

Um legado que atravessa o Orum e permanece na Terra.

A saudosa Mãe Célia de Iemanjá, ainda em vida, com sabedoria e visão espiritual, nomeou seu sucessor: Pai Gustavo de Omulu, além de seu filho um leal adepto dos ensinamentos e preceitos da casa e dos orixás, preparado por anos para dar continuidade à sua obra.

Sua partida deixou um silêncio profundo, mas também um legado imensurável:

uma casa estruturada, uma família espiritual sólida e ensinamentos que hoje ecoam em cada canto do terreiro.

A reabertura foi marcada por um dos momentos mais simbólicos da cerimônia:

a entrada do quadro de Mãe Célia, conduzido com reverência, respeito e emoção — um gesto que fez com que muitos não contivessem as lágrimas.

Era como se, naquele instante, Mãe Célia estivesse presente, abençoando cada passo, cada canto e cada oração.

Pai Gustavo de Omulu: compromisso, seriedade e continuidade

Assumindo oficialmente a condução da casa, Pai Gustavo de Omulu demonstrou firmeza, responsabilidade e profundo respeito pela trajetória de sua mãe.

Sua postura durante toda a cerimônia refletiu não apenas preparo, mas também compromisso com a tradição, com a espiritualidade e com a vontade deixada por Mãe Célia.

A comunidade reconheceu, naquele momento, que o legado estava em boas mãos.

Que o axé continuaria forte, vivo e conduzido com dignidade.

Uma cerimônia marcada pela união da comunidade

A reabertura reuniu filhos da casa, familiares, amigos e representantes de diversas casas religiosas, todos unidos em um só propósito:

honrar o passado e fortalecer o futuro.

Cada detalhe — desde a organização, os rituais, os cânticos e a postura dos presentes — demonstrou o respeito profundo pela história daquela casa.

Foi uma cerimônia onde não havia vaidade, mas sim coletividade, responsabilidade e fé verdadeira.

🕊️ A palavra da FEBACAN e a homenagem à Mãe Célia

A cerimônia contou com a presença do Babalorixá Ademir de Oxum (Omileji), presidente da FEBACAN, que realizou um discurso aprofundado no que foi a saudosa Mãe Célia.

Em suas palavras, destacou:

a grandeza espiritual de Mãe Célia de Iemanjá;

sua dedicação incansável à Umbanda;

e a força de sua missão cumprida com honra.

Também parabenizou Pai Gustavo de Omulu, reconhecendo sua legitimidade como sucessor e reafirmando a importância de manter viva a casa que hoje representa um verdadeiro patrimônio espiritual da comunidade.

Quando um corpo parte, mas o axé permanece

A reabertura do TU. Ogum de Ronda não foi apenas o retorno de uma casa — foi a prova de que quem planta amor no sagrado jamais parte por completo.

Mãe Célia segue viva:

nos ensinamentos transmitidos;

na fé de seus filhos;

na continuidade do terreiro;

e em cada coração que foi tocado por sua presença.

Como diz a tradição:

"O mar a recebeu, o céu a honrou e o axé a eternizou".

📍 TU. Ogum de Ronda e Baiano Zé do Coco

Vila Nova Curuçá – Zona Leste – São Paulo/SP

✍️ Reportagem:

Babalorixá Omileji (Ademir de Oxum)

Jornalista – Reg. Profissional: 0061030/SP

Jornal da FEBACAN – A Voz da Fé, da Cultura e da Ancestralidade

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